sexta-feira, julho 30

Em homenagem a...



"Daqui a 100 anos, a população actual do mundo estará morta. Os nossos familiares, os nossos amigos, os nossos filhos. Eu e tu.
7 mil milhões de seres humanos desaparecerão para sempre. Todos caminhamos para a luz, até lá... VIVE."

Nunca é demais realça-lo. Até sempre, e nunca deixem nada por dizer.

quarta-feira, julho 28

It's a sin

Primeira Música do Dia (28/07)

Acordei com esta música a passar na rádio. Gosto dela. Porquê? Não faço a mínima, gosto da voz, do ritmo e arranjo musical tão característico do anos 80. Acho que é principalmente por isso que gosto dela. Sinceramente nunca lhe tinha ligado muito. Ouvia na rádio e passava um bom bocado enquanto a música tocava. Por isso, nem sequer tinha alguma vez prestado atenção à sua letra. Não é nada de esplendoroso, não é especial. Mas é uma letra curiosa. Talvez nos possamos identificar ali em algumas subtis partes. Uns mais que outros claro. Eu nem por isso.

"At school they taught me how to be
So pure in thought and word and deed
They didn't quite succeed"

Fica o vídeo tão tipicamente 80's. Os cenários estranhos, e as narrativas um pouco non-sense. É também demasiado parado para um vídeo clip. Chega a ser secante, ver o homem tanto tempo ajoelhado em frente à fogueira e a cantar para câmara. Aproveitem, fica a letra em baixo também.





(Twenty seconds and counting...
T minus fifteen seconds, guidance is okay)

When I look back upon my life
It's always with a sense of shame
I've always been the one to blame
For everything I long to do
No matter when or where or who
Has one thing in common, too

It's a, it's a, it's a, it's a sin
It's a sin
Everything I've ever done
Everything I ever do
Every place I've ever been
Everywhere I'm going to
It's a sin

At school they taught me how to be
So pure in thought and word and deed
They didn't quite succeed
For everything I long to do
No matter when or where or who
Has one thing in common, too

It's a, it's a, it's a, it's a sin
It's a sin
Everything I've ever done
Everything I ever do
Every place I've ever been
Everywhere I'm going to
It's a sin

Father, forgive me, I tried not to do it
Turned over a new leaf, then tore right through it
Whatever you taught me, I didn't believe it
Father, you fought me, 'cause I didn't care
And I still don't understand

So I look back upon my life
Forever with a sense of shame
I've always been the one to blame
For everything I long to do
No matter when or where or who
Has one thing in common, too

It's a, it's a, it's a, it's a sin
It's a sin
Everything I've ever done
Everything I ever do
Every place I've ever been
Everywhere I'm going to - it's a sin
It's a, it's a, it's a, it's a sin
It's a, it's a, it's a, it's a sin

terça-feira, julho 20

Primeira Música do Dia (20/07)

Peço desde já desculpa pela PMD (Primeira Música do Dia) que se segue. É tudo culpa do modo shuffle do meu iPod. E a primeira música do dia é a primeira música do dia, não se pode fugir a isso.

Segue um oldie da banda sonora do filme Grease. E não é que de todas as músicas, foi calhar aquela que é capaz de ser a pior e mais fraquinha de todas. Enfim... acho que me vou aproveitar do facto de ser um clássico (e um clássico é um clássico afinal de contas) para explicar esta presença tão estranha e bizarra. No entanto, e em alguma defesa, no fundo, a música toca vários pontos chave do que o filme fala: Ai a vida dos jovens adolescentes com os seus sonhos e problemáticas da puberdade. Quem já não passou por isso?

Vá, sem mais rodeios aqui vai: "There are Worse Things I Could Do" - com vídeo, que é para não ser tão assustador.



Música de rima fácil hein!

quarta-feira, julho 14

A Primeira Música do Dia

Eis que chega a nova "categoria" do blog, intitulada de A Primeira Música do Dia.
A partir de hoje vou tentar colocar aqui, a primeira música que oiço em cada dia. Oiço é como quem diz: ponho a tocar no meu MP3 ou no fabuloso Grooveshark ou mesmo no rádio do carro. Portanto, a coisa vai variar muito de estilos porque vai ser mesmo o que me apetecer ouvir, e eu até oiço um pouco de tudo. Quero lá saber se é rasca, ou antigo demais, ou deprimente. É essa a piada da coisa.
Aviso já que sou de pancas, e que por isso, quando agarro uma coisa é bem capaz de ser só aquilo durante uns meses, mas não se preocupem que vou tentar não ser muito repetitiva.
Quer isto dizer que nem todos os dias vou postar A Primeira Musica do Dia, até porque haverão dias em que não vou ter tempo, ou que não me vou lembrar, ou que simplesmente não pus nada a tocar. Há dias assim sim (lol song title!).

Aviso já que isto não é nem pouco mais ou menos, nem tenta ser, e muito menos tem ambições de ser uma série de posts super entendidos de música e de opinião e blá blá blá. Não! Portanto não venham criticar o que é bom ou não é, que isto é mesmo só a primeira música do dia ok?? Literalmente, não passa disso.
Eu sou de moods e portanto funciona assim: se estou num mood calmo e melancólico, epá vem para aí montes de música suave e instrumental. Estou nostálgica, (acontece mesmo muuuitas vezes) então vem montes de piano e coisas tristes e deprimentes. Estou alegre e com energia, não se admirem de ouvir por aqui Mika. Enfim...and so on, and so on...

Para estrear, segue pois está claro, a panca da actualidade. Aquilo a que gosto de chamar "a mais recente paixão musical", que é....Florence and The Machine (ainda estou a tentar ultrapassar o facto de não ter visto o concerto do principio por causa da m**** da fila. Anyway...). A música segue em baixo acompanhada da respectiva letra. E é tipo linda! Pronto é este o único o tipo de opinião critica musical que vão ter por aqui lol. Enjoy!


A falling star fell from your heart
and landed in my eyes
I screamed aloud, as it tore through them,
and now it's left me blind

The stars, the moon,
they have all been blown out
You left me in the dark
No dawn, no day, I'm always in this twilight
In the shadow of your heart

And in the dark, I can hear your heartbeat
I tried to find the sound
But then it stopped, and I was in the darkness,
So darkness I became

The stars, the moon,
they have all been blown out
You left me in the dark
No dawn, no day, I'm always in this twilight
In the shadow of your heart

I took the stars from our eyes,
and then I made a map
And knew that somehow I could find my way back
Then I heard your heart beating
you were in the darkness too
So I stayed in the darkness with you

The stars, the moon
they have all been blown out
You left me in the dark
No dawn, no day, I'm always in this twilight
In the shadow of your heart

The stars, the moon
they have all been blown out
You left me in the dark
No dawn, no day, I'm always in this twilight
In the shadow of your heart



Julgavam que ía sair daqui a Rabbit Heart não? Pois... não! Mas bem que podia ser.

domingo, junho 27

Distante

Sinto-me distante, solta e à parte, sem me integrar no todo. Não pertenço aqui, nem a este grupo, a estas pessoas, a estes locais, e noites. Estou só eu e a minha mente, distante, ao que parece de todas as outras mentes. A minha, e as outras todas, chocam entre si sem saber bem porquê, nem compreender a inacreditável frequência com que isso acontece.

Só gostava de o perceber, ter uma razão, um histórico em que me basear. Era mais fácil para ultrapassar e deixar passar o tempo. Porque o tempo tudo sara e esbate e tudo se resolve.

Por agora há por aí muitos nós emaranhados ainda por resolver. Há que dar o primeiro passo se os outros não os dão primeiro. Ele há-de vir, só que ainda não foi agora nem será amanhã. Deixa passar um tempo então, até vir a coragem e o esgotamento da situação te pressionar a agir e fazer algo. "A falar é que a gente se entende", mas falar é tão difícil. É preciso o tempo de maturação.

Que demore ela a chegar então, que eu estou cá para a esperar, mais nada. Ora a vida está aqui para se ir vivendo, até lá vamos então sorrindo, e continuar a ficar presa ao bloco por um triz esvoaçante, sempre segura para não me perder, mas ainda assim sempre distante.

segunda-feira, maio 24

“I have looked into the eye of this island, and what I saw was beautiful”

Antes de mais, é para pôr esta música a tocar.



Primeiro é preciso nos perdermos para nos voltarmos a encontrar. A vida é peculiar, e segue a sua linha irónica. Tal como há quem pense que “não há coincidências”, para mim as ironias parecem ter ainda mais significado.

Há uma fase que está acabar. “O fim é sempre um bom princípio”. Essa fase está a acabar e parecia faltar um último elemento para a sua conclusão. Todos os astros se alinham de vez em quando. O culminar de alguma coisa é sempre único e espectacular, ainda bem que estou viva para sentir os culminares que houver para ver e participar.

O fim das fases tem um sabor agridoce. Agridoce nem sequer é a descrição. Agridoce é doce demais. Mas estava na hora, porque a hora certa é aquela que nos parece tão natural como necessária quando chega.

Eu sei que essa hora chegou. Estou preparada somente para aquilo que o meu interior me permite estar. Mas não tenho medo, as coisas não projectadas são as que mais têm importância. Aqui entra a ironia.

Acredito que na vida, nascemos e voltamos a renascer por várias vezes. Eu morri e renasci, mas as cinzas ficaram. A pessoa que vêem agora está viva. Eu assisti ao meu próprio cessar, e no entanto, eu reconstruí-me. A base é a mesma, nada se começa do nada, trata-se de uma acumulação. Há cinzas que ficam, outras que vão, as minhas cinzas já voaram quase todas. Umas vão por cá continuar, as outras hão de ser levadas pelo vento.

Chegou a ventania que me vai levar o último elemento, para "a biblioteca das recordações". É para lá que elas vão. Eu aceito, porque é a hora. E em jeito de despedida, escrevo.

Há quem não perceba a importância, diriam desmedida, que dou à minha série de sempre: LOST. Mas estão a ver só a superfície. É uma simples série, é uma história, é uma ficção. Tal como os livros. E como cada livro, tem que acabar. Lost está a acabar, e com ele também vai uma parte da minha vida. O ciclo completa-se, e tudo em aberto que ainda haveria por fechar do meu EU que cessou, será fechado. "Tudo o que for aberto, tem que ser fechado".

Agora que Lost vai acabar, estou completamente pronta para isso, porque agora também acabou a minha fase anterior por completo. Sou feliz e confiante, gosto de onde estou e quem me tornei. Lost começou há muito tempo a acompanhar-me, e por ironia, ou não, acaba agora para colmatar esta fase da minha vida. Vai ajudar-me concluir e a deixar de vez para trás aquilo que ainda me prendia. Era a ultima coisa da antiga Marta que ainda se mantinha. Quando for embora mais nada irá restar. E por mais triste ou penoso que isso possa parecer, já estava na hora. Por isso só tenho que agradecer, encarar o final como uma confidência e ironia que a vida me está a dar. É um pequeno sorriso que ela me dirige, um mimo, uma brincadeira.

Mas não estamos a falar de Lost pois não? É só uma mera série, é inegável a importância que teve na minha vida, quer a percebam ou não, não dá para fugir a isso. Daí a ter que ter este respeito pela série e eterno carinho. Porque fez parte de mim, é uma grande parte da pessoa que sou hoje. Não podemos fugir às nossas partes.

A série acompanhou-me durante 4 a 5 anos, os melhores e mais significativos da minha vida. Portanto, não, não é só de uma série que estamos a falar. É do que ela representa. Representam esse percurso extremamente enriquecedor, duro e de crescimento. Lost acompanhou-me, e trouxe-me muitos bons momentos. Distraiu-me dos meus problemas, fez-me sentir viva. E disso não me posso esquecer. Não posso desvalorizar. Quando falo de Lost não estou a falar de Lost, estou a falar do que essa fase foi, do que representou, do que aconteceu, estou a falar de mim. Era só isso que gostava que compreendessem.

Este post é a minha derradeira despedida, daquele Eu que cessou, do qual não tenho vergonha, que está agora guardado na “biblioteca das recordações”. Esse Eu faz parte de mim, e sempre fará, é graças a ele que sou quem sou hoje. Hoje quando Lost acabar, depois da mágoa da despedida vou chorar e fechar os olhos, e quando os abrir "Vou fazer parte de um mundo novo".

Para que percebam a grandeza da série, e como uma pequena homenagem da minha parte, ficam alguns registos fotográficos, gráficos acerca da Série. Mais uma vez é inegável a importância que Lost teve no mundo, vários foram os artistas (plásticos ou gráficos) inspirados pela série, e várias foram as peças construídas por eles. Fiquem com umas quantas (certamente haverão muitas mais) de cartazes feitos por designers gráficos sobre a série. Alguns deles, não me importava nada de os ter. Uns com registos sérios, outras em tom de brincadeira, vale a pena ver o que uma série de culto é capaz de fazer.


























Podem ver estes e mais posters, ou outro tipo de trabalhos aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Segue-se a despedida a todos aqueles que cresceram dentro de nós durante 6 anos: os actores, as personagens. Afinal de contas foi por elas que tão fielmente seguimos a série até ao fim. Aquele grupo bem querido nos nossos corações, que tiveram que aprender a viver juntos “Live together, die alone”, que deram um significado completamente diferente ao “we have to go back” e ao “We’re not supposed to leave”. Porque “they were meant to be hear”.

Com muito carinho e saudades deixo-vos com umas quantas fotografias escolhidas por mim, que acho um amor. Algumas são muito fofas e deixam já um amargo aperto de saudade no coração. Servem para mais tarde recordar. Daqui a uns bons anos, vamos olhar para trás e ver estas mesmas fotografias e senti-las tão longe no tempo. A nostalgia irá certamente instalar-se e vai ser como estarmos a olhar para um álbum antigo de aventuras de amigos. Pelo menos é assim que eu vou olhar para elas.































Ai estes três... I'm gonna miss you.

"Todos nós perdemos coisas a que damos valor. Oportunidades perdidas, possibilidade goradas, sentimentos que nunca mais voltaremos a viver. Faz parte da vida. Mas dentro da nossa cabeça, pelo menos é aí que eu imagino que tudo aconteça, existe um quartinho onde armazenamos todas essas recordações. E a fim de compreendermos os mecanismos do nosso próprio coração temos de ir sempre dando entrada a novas fichas. Volta e meio precisamos de limpar o pó ás coisas, deixar entrar o ar, mudar a água das plantas. Por outras palavras, cada um vive para sempre fechado dentro da sua própria biblioteca." - Haruki Murakami, in "Kafka à beira-mar"


A minha “biblioteca” está pronta para receber mais uma ficha. Que esta vida de agora corra como tiver que correr até ter que cessar novamente. Quando chegar essa altura, uma nova despedida estará à minha frente, mas de todas as vezes que isso acontecer só vou precisar de dizer: "See you in another life brother".