"Como é irónica a expressão «perigosamente bem». Exprime precisamente o paradoxo, a duplicidade de se sentir «bem de mais». O excesso é simultaneamente um dom e um flagelo; provoca simultaneamente deleite e angústia. Os pacientes com mais capacidade de introspecção sentem este paradoxo. «Tenho energia a mais», disse um doente com a síndrome de Tourette, «as coisas têm brilho a mais, impacte a mais. É uma energia febril, um brilho mórbido.» «Perigosamente bem», «brilho mórbido», uma euforia enganadora que esconde abismos negros. É esta a armadilha que o excesso estende, quer seja o excesso natural sob a forma de uma desordem intoxicante quer seja um excesso pessoal sob a forma de um vício excitante."
Oliver Sacks in "O homem que confundiu a mulher com um chapéu"
Entre blogs e histórias, cantigas e CDs, guitarras e à capelas, coscuvilhices e cafés, vamos contando nas entrelinhas os desejos e expondo as feridas, num registo mais sério mas escondido, disfarçado, e que rapidamente é "esquecido". É este o nosso tom, o registo em que andamos. São curtos os tempos e os espaços estranhos, mas são momentos seguros e com valor. Sabemos disso e guardamos cá dentro, são registos que vão crescendo.
Em hora tardia mas antes do tempo, o carro segue rumo de volta a casa, sempre com cantigas e parvoeiras, músicas antigas mas cheias. O carro pára em frente à casa e com despedida breve seguimos caminho, mas fica sempre a sensação que isto é para durar, que é pena não acontecer mais vezes. O tempo é sempre ocupado e a desculpa muito grande, mas é assim que sabemos viver um com o outro, com pouca distância mas grande. Que isto é coisa que já tem história, já é do antigamente, pois há coisas que ficam e são para sempre.
(Eu juro que não estava a tentar fazer com que isto rimasse...não consegui, parece parvo!).
É assim, eu não sei quem é que me apresentou a mim mesma. Não sei quem achou que nos iríamos dar bem, que fossemos ser excelentes parceiras para as férias. Quem achou isso, achou muito mal. Nós não nos estamos a dar nada bem. Estou farta de mim mesma, e não acredito que tenho que passar o resto da semana de férias comigo. E penso que ela também não esteja a gostar muito disso.
Preciso lá eu de me dar com alguém que me meta para baixo! Para isso já eu tenho muita coisa. Raios parta a rapariga, que só pensa, pensa, pensa e pouco fala. Quando o faz, não é nada de produtivo. "Então vamos dar uma volta?" Sugiro eu. E ela "epá não sei bem, é capaz de ser fixe mas o programa na televisão também está a ser interessante". Eu fico a ver a TV comigo mesma, mais uma vez, e atraso a saída. Depois lá seguimos nós, já tardiamente, para o que quer que haja lá fora, só porque é diferente e não é a casa. Mas diga-se, lá fora também temos que conviver uma com a outra. Há quem me diga: "vai à praia". Pois claro que sim. Praia é fixe, se não tivesse que ir com ela.
Sinceramente, para o ano não caio mais nesta. Férias comigo, nunca mais. E se eu estou farta de mim mesma, quem mais me vai aturar? Mas a sério peguem em mim, e deixem a outra para trás que com ela não quero ir a mais lado nenhum. Juro-vos que Eu só eu, valho bem a pena.
"Daqui a 100 anos, a população actual do mundo estará morta. Os nossos familiares, os nossos amigos, os nossos filhos. Eu e tu. 7 mil milhões de seres humanos desaparecerão para sempre. Todos caminhamos para a luz, até lá... VIVE."
Nunca é demais realça-lo. Até sempre, e nunca deixem nada por dizer.
Acordei com esta música a passar na rádio. Gosto dela. Porquê? Não faço a mínima, gosto da voz, do ritmo e arranjo musical tão característico do anos 80. Acho que é principalmente por isso que gosto dela. Sinceramente nunca lhe tinha ligado muito. Ouvia na rádio e passava um bom bocado enquanto a música tocava. Por isso, nem sequer tinha alguma vez prestado atenção à sua letra. Não é nada de esplendoroso, não é especial. Mas é uma letra curiosa. Talvez nos possamos identificar ali em algumas subtis partes. Uns mais que outros claro. Eu nem por isso.
"At school they taught me how to be So pure in thought and word and deed They didn't quite succeed"
Fica o vídeo tão tipicamente 80's. Os cenários estranhos, e as narrativas um pouco non-sense. É também demasiado parado para um vídeo clip. Chega a ser secante, ver o homem tanto tempo ajoelhado em frente à fogueira e a cantar para câmara. Aproveitem, fica a letra em baixo também.
(Twenty seconds and counting... T minus fifteen seconds, guidance is okay)
When I look back upon my life It's always with a sense of shame I've always been the one to blame For everything I long to do No matter when or where or who Has one thing in common, too
It's a, it's a, it's a, it's a sin It's a sin Everything I've ever done Everything I ever do Every place I've ever been Everywhere I'm going to It's a sin
At school they taught me how to be So pure in thought and word and deed They didn't quite succeed For everything I long to do No matter when or where or who Has one thing in common, too
It's a, it's a, it's a, it's a sin It's a sin Everything I've ever done Everything I ever do Every place I've ever been Everywhere I'm going to It's a sin
Father, forgive me, I tried not to do it Turned over a new leaf, then tore right through it Whatever you taught me, I didn't believe it Father, you fought me, 'cause I didn't care And I still don't understand
So I look back upon my life Forever with a sense of shame I've always been the one to blame For everything I long to do No matter when or where or who Has one thing in common, too
It's a, it's a, it's a, it's a sin It's a sin Everything I've ever done Everything I ever do Every place I've ever been Everywhere I'm going to - it's a sin It's a, it's a, it's a, it's a sin It's a, it's a, it's a, it's a sin
Peço desde já desculpa pela PMD (Primeira Música do Dia) que se segue. É tudo culpa do modo shuffle do meu iPod. E a primeira música do dia é a primeira música do dia, não se pode fugir a isso.
Segue um oldie da banda sonora do filme Grease. E não é que de todas as músicas, foi calhar aquela que é capaz de ser a pior e mais fraquinha de todas. Enfim... acho que me vou aproveitar do facto de ser um clássico (e um clássico é um clássico afinal de contas) para explicar esta presença tão estranha e bizarra. No entanto, e em alguma defesa, no fundo, a música toca vários pontos chave do que o filme fala: Ai a vida dos jovens adolescentes com os seus sonhos e problemáticas da puberdade. Quem já não passou por isso?
Vá, sem mais rodeios aqui vai: "There are Worse Things I Could Do" - com vídeo, que é para não ser tão assustador.
Eis que chega a nova "categoria" do blog, intitulada de A Primeira Música do Dia. A partir de hoje vou tentar colocar aqui, a primeira música que oiço em cada dia. Oiço é como quem diz: ponho a tocar no meu MP3 ou no fabuloso Grooveshark ou mesmo no rádio do carro. Portanto, a coisa vai variar muito de estilos porque vai ser mesmo o que me apetecer ouvir, e eu até oiço um pouco de tudo. Quero lá saber se é rasca, ou antigo demais, ou deprimente. É essa a piada da coisa. Aviso já que sou de pancas, e que por isso, quando agarro uma coisa é bem capaz de ser só aquilo durante uns meses, mas não se preocupem que vou tentar não ser muito repetitiva. Quer isto dizer que nem todos os dias vou postarA Primeira Musica do Dia, até porque haverão dias em que não vou ter tempo, ou que não me vou lembrar, ou que simplesmente não pus nada a tocar. Há dias assim sim (lol song title!).
Aviso já que isto não é nem pouco mais ou menos, nem tenta ser, e muito menos tem ambições de ser uma série de posts super entendidos de música e de opinião e blá blá blá. Não! Portanto não venham criticar o que é bom ou não é, que isto é mesmo só a primeira música do dia ok?? Literalmente, não passa disso. Eu sou de moods e portanto funciona assim: se estou num mood calmo e melancólico, epá vem para aí montes de música suave e instrumental. Estou nostálgica, (acontece mesmo muuuitas vezes) então vem montes de piano e coisas tristes e deprimentes. Estou alegre e com energia, não se admirem de ouvir por aqui Mika. Enfim...and so on, and so on...
Para estrear, segue pois está claro, a panca da actualidade. Aquilo a que gosto de chamar "a mais recente paixão musical", que é....Florence and The Machine (ainda estou a tentar ultrapassar o facto de não ter visto o concerto do principio por causa da m**** da fila. Anyway...). A música segue em baixo acompanhada da respectiva letra. E é tipo linda! Pronto é este o único o tipo de opinião critica musical que vão ter por aqui lol. Enjoy!
A falling star fell from your heart and landed in my eyes I screamed aloud, as it tore through them, and now it's left me blind
The stars, the moon, they have all been blown out You left me in the dark No dawn, no day, I'm always in this twilight In the shadow of your heart
And in the dark, I can hear your heartbeat I tried to find the sound But then it stopped, and I was in the darkness, So darkness I became
The stars, the moon, they have all been blown out You left me in the dark No dawn, no day, I'm always in this twilight In the shadow of your heart
I took the stars from our eyes, and then I made a map And knew that somehow I could find my way back Then I heard your heart beating you were in the darkness too So I stayed in the darkness with you
The stars, the moon they have all been blown out You left me in the dark No dawn, no day, I'm always in this twilight In the shadow of your heart
The stars, the moon they have all been blown out You left me in the dark No dawn, no day, I'm always in this twilight In the shadow of your heart
Julgavam que ía sair daqui a Rabbit Heart não? Pois... não! Mas bem que podia ser.